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A Escala da Imaginação

a vida a diferentes escalas

A imaginação não deve ter limites na fase de criação mais primordial. A ideia é a identidade própria de qualquer projeto, de qualquer obra de arte. A ideia é a personalidade e o elemento distintivo de qualquer projeto. A criatividade encontra-se à espreita em todos os segundos, em todas as coisas, em todos os objetos, em todo o conjunto particular de um momento, de qualquer momento. O despertar para a criatividade tem de ser quase constante, inicialmente como um exercício de procura, que depois de se tornar um hábito, se torna inato a qualquer ser humano. A predisposição para qualquer coisa, nasce da vontade, e essa vontade tem de ter uma entrega total. Um professor no curso de arquitetura na primeira aula perguntou-nos qual era a nossa religião. A pergunta deixou-nos surpreendidos por se apresentar de forma tão desconexa.

Houve um momento prolongado de silêncio geral, a pergunta voltou a repetir-se, e por todo o contexto, pelo desafio, e pela lógica da mensagem que se poderia querer transmitida na unidade curricular de Teoria da Arquitetura I, ocorreu-me que a resposta aquela pergunta fosse apenas: “Sim! A Arquitetura!”. Apesar deste exercício nos fazer lembrar até um pouco fenómenos de pareidolia, na verdade, trata-se de um exercício quase contrário, uma vez que parte do próprio ser humano a ação de forçar a criação de vida, em algo que até não sugestiona à partida ou lhe atribuí estímulo direto para uma qualquer metáfora. A passagem de qualquer devaneio para a realidade, sendo-lhe atribuída uma função para qualquer ser vivos e a natureza, é uma característica intrínseca e indissociável da própria definição de arquitetura.