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Cruella

Por vezes existem histórias que estão tão relacionadas com a nossa infância que quando nos tornamos adultos, e se realiza um remake em versão cinematográfica, mesmo não sendo uma versão de animação, é inevitável que se fique com uma grande relutância em lhe ser dada uma oportunidade. Julgo que isto acontecerá apenas por não querermos que aquela história que guardamos carinhosamente na nossa memória seja “danificada” ou simplesmente até porque consideramos que, será difícil superar aquela memória, ainda para mais, agora em fase adulta. Se fossemos efectivamente justos nesse juízo, não nos poderíamos também esquecer que, de facto, nunca houve um história de animação exclusiva da Cruella, a vilã dos “101 Dálmatas”, e parece ser interessante logo à partida podermos ver uma perspectiva nunca antes vista.

Ganhando-se coragem então para se ultrapassar aquele síndrome de Peter Pan, verifica-se que a história está extremamente bem montada, prendendo-nos ao ecrã pela sua falta de previsibilidade e pelo constante incitar à curiosidade. Para além da excelente construção da própria história, o filme apresenta bons diálogos e assuntos bastante pertinentes que fazem reflectir agora o adulto, e não a criança. Algo que surpreende constantemente durante o filme, é a quantidade e a qualidade criativa, da história e de toda a sua construção, conseguindo surpreender com fenómenos de criatividade dentro da própria criatividade, não esquecendo que, como já sabíamos da nossa infância, que a própria Cruella está inserida no mundo da moda, ou seja, num mundo de criatividade já só por si. Como se ainda não chegasse, o filme ganha também pelo cuidado e tratamento visual que apresenta e por uma excelente banda sonora. Por último, mas não menos importante, o papel de l é desempenhado pela actriz Emma Stone, que volta ao grande ecrã com uma grande representação, também a efectuar a ponte entre as memórias de infância, e agora, a vida adulta. 

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Casa Metafísica

A inspiração deste exercício de criação formal, neste caso começou pela obra ” Caja metafísica por conjunción de dos triedros, 1959 ” do artista Jorge Oteiza. Qualquer que seja a obra artística em perceção, a sua utilização como fonte de contaminação, carece inevitavelmente da sua compreensão, ou seja, na verdade da interpretação da sua linguagem própria.

Hoje em dia tudo deveria ser pensado para o conceito metafísico, elevando-se toda e qualquer gesto, objecto, acção, movimento, ou seja, no fundo, fala-se aqui de qualquer coisa que manifeste necessidade de ato humano.

” O caos é uma ordem por decifrar. “

Livro dos Contrários e Maria da Paz para Tertuliano Máximo Afonso no Livro “O Homem Duplicado” de José Saramago

A linguagem é todo e qualquer sistema inteligente de comunicação coerente, e é o mecanismo mais imprescindível para qualquer ser vivo conviver com pelo menos um ou mais indivíduos da sua própria espécie ou mesmo de espécies distintas.