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Cruella

Por vezes existem histórias que estão tão relacionadas com a nossa infância que quando nos tornamos adultos, e se realiza um remake em versão cinematográfica, mesmo não sendo uma versão de animação, é inevitável que se fique com uma grande relutância em lhe ser dada uma oportunidade. Julgo que isto acontecerá apenas por não querermos que aquela história que guardamos carinhosamente na nossa memória seja “danificada” ou simplesmente até porque consideramos que, será difícil superar aquela memória, ainda para mais, agora em fase adulta. Se fossemos efectivamente justos nesse juízo, não nos poderíamos também esquecer que, de facto, nunca houve um história de animação exclusiva da Cruella, a vilã dos “101 Dálmatas”, e parece ser interessante logo à partida podermos ver uma perspectiva nunca antes vista.

Ganhando-se coragem então para se ultrapassar aquele síndrome de Peter Pan, verifica-se que a história está extremamente bem montada, prendendo-nos ao ecrã pela sua falta de previsibilidade e pelo constante incitar à curiosidade. Para além da excelente construção da própria história, o filme apresenta bons diálogos e assuntos bastante pertinentes que fazem reflectir agora o adulto, e não a criança. Algo que surpreende constantemente durante o filme, é a quantidade e a qualidade criativa, da história e de toda a sua construção, conseguindo surpreender com fenómenos de criatividade dentro da própria criatividade, não esquecendo que, como já sabíamos da nossa infância, que a própria Cruella está inserida no mundo da moda, ou seja, num mundo de criatividade já só por si. Como se ainda não chegasse, o filme ganha também pelo cuidado e tratamento visual que apresenta e por uma excelente banda sonora. Por último, mas não menos importante, o papel de l é desempenhado pela actriz Emma Stone, que volta ao grande ecrã com uma grande representação, também a efectuar a ponte entre as memórias de infância, e agora, a vida adulta. 

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Twelve Minutes

Já nem sei muito bem como descobri o “Twelve Minutes”, e digo “o” porque quando descobri achei primeiramente que ele era uma curta metragem que utilizava um cenário com vista de topo e em 3D, do interior de uma habitação. Ora, se assim fosse, estavam para mim reunidas as características de algo muito interessante, podendo a história ser melhor ou pior do que a expectativa que se poderia ter mas, no entanto, antes se quer de saber mais, seria já um caso daqueles muito desafiantes em que se utilizaria apenas um cenário para se contar uma história, e ainda por cima, uma história como aquelas que contamos na PORMIN todos os dias e num cenário que poderia ser um dos nossos, dado aquela perspectiva nos ser tão familiar.

Mas a verdade é que, quando procurei saber mais, descobri que Twelve Minutes não se tratava de uma curta-metragem mas sim de um jogo. Foi então que, por breves segundos fiquei no limite de quase me desinteressar, até pela distância a aquelas épocas de jogar jogos de computador e consola. Apesar desse pensamento de milésimas de segundo, rapidamente me lembrei da industria gigantesca a que os jogos pertencem e que, muitos deles derivam de livros, outros derivam em livros e na sua generalidade, hoje em dia, são verdadeiras produções cinematográficas e que inclusivamente derivam também mais tarde em filmes. Foi então neste ponto que decidi continuar a saber mais, até porque agora já começava a ficar com curiosidade para saber de que se trata a história. “Twelve Minutes” ou doze minutos é um thriller interactivo sobre um homem preso num loop temporal.

Quanto mais sabia sobre este (afinal) jogo mais gostava. Qualquer coisa que possua como conteúdo viagens no tempo, trocadilhos espaço-tempo e loops temporais são assuntos que quase me fazem deixar de ouvir tudo o resto. Mas as surpresas continuaram a aparecer quase sem querer. Twelve Minutes é um jogo criado pelo português Luís António e conta com as vozes de actores tão grandes como: James Mcavoy, Daisy Ridley e Willem Dafoe.

Com tudo isto, não sei se quero jogar por querer ver o filme ou se quero ver o filme para o poder jogar e ser uma das personagens.

Ok, fecha os olhos.
Eu quero que penses numa flor.
Olha para os seus contornos, para as suas curvas.
Agora eu quero que a imagines: a mudar,
A retroceder até voltar a ser um rebento.
Pensa nesse rebento, ainda por abrir.
Olha para ele como um todo,
E silenciosamente repete estas frases:
“Que sejas livre de sofrimento.”
“Que sejas livre de medo.”
“Que conheças paz e alegria.”